Eu acho que todo mundo tem algum lugar que gostaria muito de conhecer um dia. Aquele destino que aparece em fotos, filmes, redes sociais e que, de tanto vermos, parece até familiar. Para mim, um desses lugares era Paris.
Eu já conhecia a Torre Eiffel pelas imagens, sabia como era o Arco do Triunfo, tinha visto o Rio Sena inúmeras vezes e imaginava como seriam aquelas ruas cheias de prédios bonitos e cafés. Mas uma coisa é ver tudo isso pela tela. Outra é chegar lá e perceber que você está andando justamente pelos lugares que durante tanto tempo ficaram só na sua cabeça.
Minha primeira viagem a Paris acabou sendo muito mais do que conhecer uma cidade nova. Teve emoção, curiosidade, liberdade e uma sensação muito boa de realização. Em vários momentos eu simplesmente pensava: “Eu estou mesmo aqui.”
A primeira coisa que me chamou atenção foi a beleza da cidade.
Paris é bonita de um jeito que você percebe logo nos primeiros passeios. E não estou falando apenas dos pontos turísticos famosos. São os prédios, as pontes, os cafés, as árvores, as praças e aquelas ruas comuns que fazem você diminuir o passo para olhar um pouco melhor.
Eu tinha vontade de fotografar muita coisa. Às vezes nem era um lugar conhecido. Era uma fachada bonita, uma varanda, uma pequena mesa de café na calçada ou uma rua que simplesmente tinha alguma coisa diferente.
Foi uma das coisas que mais gostei de Paris. Você não precisa estar o tempo inteiro diante de uma atração famosa para sentir que está conhecendo a cidade. Caminhar já faz parte do passeio.

Vista do Trocadero, do alto da Torre Eiffel
O Sena também ajuda muito nessa sensação. Caminhar perto do rio, atravessar as pontes e observar os prédios ao redor é uma forma simples e muito gostosa de aproveitar Paris.
Também gostei de perceber como a cidade muda ao longo do dia. De manhã existe um ritmo, à tarde outro e, quando começa a anoitecer e as luzes aparecem, tudo muda novamente.
Foi aí que comecei a perceber que aquela viagem não seria apenas sobre visitar lugares conhecidos. Seria também sobre andar sem tanta pressa, olhar ao redor e aproveitar a sensação de estar ali.
As pessoas também fazem parte da experiência.
Outra coisa que me chamou atenção foi a quantidade de pessoas diferentes. Paris recebe gente do mundo inteiro e você percebe isso rapidamente.
Em poucos minutos dá para ouvir francês, inglês, espanhol, português e vários outros idiomas. Tem turista tentando entender o mapa, gente indo trabalhar, pessoas sentadas nos cafés e moradores simplesmente seguindo a rotina.
Eu gostei muito dessa mistura porque ela traz uma sensação boa de liberdade. Cada pessoa está vivendo o próprio dia e você simplesmente passa a fazer parte daquele movimento.

Arco do Triunfo
Também é impossível não reparar nos estilos diferentes. E não quero dizer que todo mundo anda pela rua como se estivesse num desfile de moda. Não é assim.
Tem gente muito arrumada, gente básica, roupas diferentes, combinações que chamam atenção e outras completamente normais. Eu acabava reparando nas vitrines, nas roupas e nas pessoas enquanto caminhava.
No fim, isso também ajuda a conhecer a cidade. Paris não é formada apenas pelos prédios e monumentos. As pessoas também fazem parte dela.
Entre pontos turísticos, roupas, perfumes e maquiagem.
Claro que eu queria conhecer os lugares famosos. Quando estamos em Paris pela primeira vez, é normal querer finalmente ver aquilo que durante anos fez parte da imagem que criamos da cidade.
O Arco do Triunfo, o Louvre, a Champs-Élysées, o Sena, as igrejas e as praças entram naturalmente no roteiro. Existe uma sensação muito boa em reconhecer pessoalmente um lugar que você já viu tantas vezes em fotos.
Só que, entre uma atração e outra, eu também queria conhecer outro lado de Paris: as lojas.
Paris tem toda essa ligação com moda e beleza, mas isso não significa que você precisa entrar apenas nas lojas caras. Existem opções para diferentes bolsos, desde marcas famosas até redes conhecidas, pequenas lojas e lugares onde dá simplesmente para entrar, olhar e descobrir alguma coisa diferente.
Perfumes, maquiagens, cosméticos e produtos de beleza também acabam virando passeio. Você entra numa perfumaria dizendo que vai apenas olhar e, quando percebe, já experimentou um monte de fragrâncias.
Com maquiagem acontece a mesma coisa. Tem marcas conhecidas, produtos diferentes e aquela vontade de trazer alguma coisa para casa. Para mim, isso também fazia parte de conhecer Paris. A viagem não era só olhar monumentos. Era aproveitar tudo aquilo que despertava minha curiosidade na cidade.
E então chegou a hora de ver a Torre Eiffel.
Eu já tinha visto a Torre Eiffel tantas vezes que achava que sabia exatamente como seria encontrá-la pessoalmente. Mas não sabia.
A primeira vez que ela aparece de verdade na sua frente é diferente. Você conhece o formato, já viu centenas de fotos e sabe exatamente o que está procurando. Mesmo assim, dá aquela parada.
Eu lembro de olhar para ela e pensar que finalmente estava vendo aquilo pessoalmente. Naquele momento, deixou de ser um lugar que eu queria conhecer algum dia.
Eu tinha chegado lá.
Talvez por isso tenha sido um dos momentos mais marcantes da viagem. Não era apenas pela Torre Eiffel. Era pelo que estar diante dela representava naquele momento.
Tirei fotos, olhei de vários lugares e fiquei ali mais tempo do que provavelmente imaginava. Acho que isso acontece quando algum lugar esteve nos seus planos durante muito tempo.
Depois você pode voltar, conhecer melhor e enxergar tudo com outros olhos. Mas aquela primeira vez não acontece de novo.
Passear de bicicleta me fez sentir ainda mais parte da cidade.
Uma das coisas mais gostosas que fiz em Paris foi alugar uma bicicleta e sair pela cidade. Pode parecer simples, mas foi justamente essa simplicidade que tornou o passeio tão legal.
Pedalando, você começa a reparar mais no caminho. Passa por uma praça, encontra uma rua bonita, vê um prédio interessante e pode parar quando tiver vontade.
Você deixa de pensar apenas em como chegar à próxima atração e começa a aproveitar também aquilo que existe entre um lugar e outro.

Margens do Rio Sena
Foi um daqueles momentos em que me senti realmente à vontade na cidade. Eu estava longe de casa, num lugar que durante muito tempo parecia distante, e estava simplesmente pedalando por Paris.
Não precisava acontecer nada extraordinário. Era uma bicicleta, a cidade ao redor e a liberdade de seguir o caminho.
Às vezes, são justamente as coisas mais simples que ficam entre as melhores lembranças da viagem.
Paris foi uma viagem e também uma conquista.
Quando eu penso naquela primeira vez em Paris, lembro da Torre Eiffel, dos pontos turísticos, das lojas, dos perfumes, das roupas, das caminhadas, das ruas que entramos sem saber onde levavam. Mas lembro principalmente de como eu me senti estando lá.
Era uma cidade que eu tinha vontade de conhecer e, de repente, aquilo estava acontecendo de verdade. Foi divertido, bonito e trouxe uma sensação muito boa de realização.
Depois você pode voltar outras vezes, descobrir bairros novos, restaurantes, lojas e lugares que ficaram de fora. Mas a primeira viagem sempre fica marcada de um jeito diferente.
A primeira caminhada, a primeira vez diante da Torre Eiffel e aquele pensamento simples que aparecia de vez em quando:
“Eu consegui. Eu estou em Paris.”

Bianka Martins
Entre números, planejamento e viagens, ajuda a cuidar de cada detalhe nos bastidores da Uau Viagens e também acompanha nossos grupos como guia. Adora descobrir novos lugares e acompanhar de perto as histórias que cada viagem proporciona.





